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29/07/2016

DVD Célia Gouvêa Técnica de Dança


No dia 6 de agosto, às 19h, acontecerá o lançamento do DVD contendo registro em vídeo da Técnica de Dança Célia Gouvêa, idealizado e produzido pelo MUD – Museu da Dança. Na ocasião, a bailarina também apresentará a sua nova criação “Alavancas e Dobradiças”.

 

Sobre DVD Técnica de Dança Célia Gouvêa
O registro em vídeo da Técnica de Dança Célia Gouvêa idealizado e produzido pelo MUD – Museu da Dança, tem o propósito de compartilhar com o público o trabalho artístico-pedagógico interdisciplinar desenvolvido pela artista há mais de 40 anos.
“Minha prática pedagógica denomina-se Técnica Orgânica e inclui exercícios de improvisação e composição. As aulas costumam ser recheadas por conversas e conceitos. Minhas práticas corporais assíduas constituem uma síntese, um combinado de muitos conhecimentos adquiridos ao longo de minha trajetória. Processo a minha sopa, da qual constam ingredientes diversos, com o propósito de ter um corpo forte e flexível, ter uma postura despojada, não empostada, próxima de todo ser pedestre. No meu entendimento, o fortalecimento técnico não é incompatível com o olhar interno.”
Este DVD contém uma aula ministrada por Célia Gouvêa, com comentários e demonstrações de todas as técnicas interdisciplinares utilizadas em sua preparação corporal, além da Técnica Orgânica desenvolvida pela própria artista no decorrer de sua carreira.

 

Sobre a peça de dança “Alavancas e dobradiças”

Alavancas e dobradiças questiona a proliferação atual dos relatos pessoais cênicos ao mesmo tempo em que promove reflexões a partir da pergunta “o que é a dança para você?”, além de apresentar um combinado de extratos coreográficos de Célia Gouvêa, que atua nesta peça de dança.
Em Alavancas e Dobradiças, a artista lança reflexões e apresenta trechos de coreografias de décadas passadas como C-E-C-I-L-I-A (2001), Assim seja? (1984), Festarola (1988), Romance de Dona Mariana (1989) e Parasha (1998). Em extratos, conta momentos pessoais que viveu quando da criação e circulação das obras e cita filósofos, mestres e parceiros de cena, tudo ao som do 2º movimento do Concerto para Violino e Orquestra, de Philip Glass.
Por que o nome Alavancas e Dobradiças? Célia responde que “os dois termos apresentam definições como potência e resistência, que juntas geram energia, fator necessário para as mudanças”. A bailarina tem a certeza que o passar dos anos propicia “deixar de lado o que é supérfluo, e ficar com o que importa”. E na obra que apresenta agora, Célia se sente à vontade para citar os filósofos, mestres e parceiras de cena que nortearam, de alguma forma, a construção dessa peça de dança: de Roland Barthes a Maurice Merleau Ponty, passando por Gilles Deleuze e Khrisnamurti; os professores Celso Cruz, Fernand Schiren, Ruth Rachou; os coreógrafos Alwin Nikolais, Maurice Béjart, William Forsythe, Trisha Brown, Merce Cunningham; a poeta Cecília Meireles e das artistas e colegas Maguy Marin e Juliana Carneiro da Cunha, além do físico Isaac Newton, todos citados em Alavancas e Dobradiças.

 

Sobre Célia Gouvêa
A bailarina Célia Gouvêa nasceu em Campinas (SP) e é um dos grandes nomes da dança paulista. É doutoranda no Programa de Pós Graduação da ECA/USP e graduada em licenciatura pelo curso de Filosofia da Faculdade de São Bento (2012). Formada pelo MUDRA, de Maurice Béjart, em Bruxelas (Bélgica), voltado à interação entre as várias linguagens artísticas (1970-1973). Foi co-fundadora do Grupo CHANDRA (Teatro de Pesquisa de Bruxelas). Em 1974, iniciou no Teatro de Dança Galpão, em parceria com Maurice Vaneau, um movimento renovador da dança, através de uma perspectiva multidisciplinar, com o espetáculo Caminhada. Foi artista em residência na Universidade de Illinois, em Champaign-Urbana (1977). É doutoranda no Programa de Pós Graduação da ECA/USP.
Criou 60 coreografias, destacando Trem Fantasma e Promenade (1979), no TBC (Teatro Brasileiro de Comédia) e Teatro Municipal de São Paulo; Expediente (1980), no Teatro de Dança Galpão; Assim Seja? (1984), na ACARTE em Lisboa; Sapatas Fenólicas (1992), no CCSP, Danças em Branco (2005), Teatro Cacilda Becker, Rio de Janeiro. Conquistou prêmios de melhor coreógrafa, bailarina, espetáculo, pesquisa e criação da APCA, Governador do Estado, Apetesp e Funarte. Recebeu bolsas de pesquisa e criação do CNPq, auxílio à Pesquisa da Fapesp, VITAE, John Simon Guggenheim Memorial Foundation.

 

Serviço
Alavancas e Dobradiças
Data 6 de agosto (sábado)
Horário 19h
Local Auditório MIS (172 lugares)
Ingresso Gratuito (retirada de senha com uma hora de antecedência na recepção do MIS)
Duração 40 minutos
Classificação etária livre

Lançamento DVD Técnica de Dança Célia Gouvêa
Data 6 de agosto (sábado)
Horário 20h
Local Saguão do Auditório MIS
Ingresso Gratuito (retirada de senha com uma hora de antecedência na recepção do MIS)

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | http://www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18
Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.